16 de outubro de 2009

Gesticulas as mãos formando áreas edificadas, umas quantas linhas soltas, pintado superfícies escondidas num qualquer ébrio vale.
Acompanho o teu movimento, o bailar que as tuas mãos exibem sem pensar, numa coreografia não ensaiada, de uma contemporaneidade que nem tu conheces.
De ti conheço o rosto, o teu timbre de voz, o tal movimento constante das tuas mãos (que os menos perspicazes entendem como sinais de "desvio sexual" ), o nome que te chamo e te chamam, sem saber o nome que és.

Gosto de ti, do teu sentido de humor, de ti, apenas isso me basta para acordar a sorrir!

(acaba por ser mais forte do que amar a cidade, sentido tal vazio no estomâgo quando os olhos olhares brincam num jogo de regras ausentes).

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